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9 de out de 2016

[crônica] PEDRO LUSO – Luiz de Miranda






         [ESPAÇO DA CRÔNICA]


        LUIZ DE MIRANDA
            - PEDRO LUSO DE CARVALHO


Poetas, o Brasil tem muitos, mas a maioria deles vivem nas sombras. Temos alguns poetas que publicam e divulgam as suas obras com certa frequência: Luiz de Miranda, Thiago de Mello, Ferreira Gullar, Affonso Romano de Sant’Anna, Carlos Nejar, Adélia Prado, Carpinejar. Claro que devo ter esquecido de outros poetas, que tiveram êxito, mas que não são muitos.
São os políticos os responsáveis pelo desconhecimento de nossos poetas, e pelo descaso da cultura de um modo geral. Para eles, o conhecimento não é importante. Em nosso país, editores, distribuidores e livreiros sabem bem dessa realidade. Eles sentem o primeiro impacto quando os livros não são vendidos. Sabem eles que o maior de todos os riscos é a publicação de uma obra poética.
Repito, a cultura está abandonada, como é o caso que envolve a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, que a décadas não se cansa de esperar por sua sede própria, e quer parar de mudar-se de um lugar para outro. A OSPA quer ter o seu espaço, e que não pode ser pequeno, para realizar os seus ensaios e fazer as suas apresentações para os sócios e para o público em geral.
Outro caso a ser resolvido, que é o objeto de minha crônica, está relacionado com o poeta Luiz de Miranda. Como o conheço há muito tempo, sei de suas dificuldades para manter-se. Miranda é um poeta importante, e o Estado ou o Município devem dar-lhe o amparo que necessita. Nas suas obras poéticas, com 33 livros publicados, está muito da história e da cultura do povo gaúcho e do Brasil.
O descaso dos governos com a cultura no Brasil está retratado, no nosso Estado, na figura de Luiz de Miranda, que é um dos nossos poetas modernos mais importantes, mais premiados, e que necessita de ajuda para a sua sobrevivência, embora seu nome já tenha sido indicado, em 2013, ao Prêmio Nobel de Literatura pela parceria da PUCRS com o comitê organizador do prêmio sueco.
Luiz de Miranda é uma pessoa capaz, trabalhou e escreveu em diversos órgãos de impressa de Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, mas com a grave situação econômico-financeira que o país atravessa, e aos 71 anos de idade, tem de encontrar um trabalho compatível com a sua grande produção poética (mais extensa que a de Pablo Neruda e a de Ezra Pound). Na sua área de conhecimento, ainda terá muito a dar.




      *    *    *



36 comentários:

  1. Infelizmente é assim aí, como cá. A cultura é o menos importante para as políticos e os poetas então, nem se fala. Os poetas incomodam muito, amigo Pedro.
    Tenho na minha instante todos os poetas que mencionou, menos o Luiz de Miranda, que desconheço. Vou procurar.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  2. Una meravigliosa dedica a un artista pieno di talento....
    Buona settimana, Pedro, e un saluto,silvia

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  3. Infelizmente, o problema da cultura em geral e da poesia em particular é uma constante em quase todos os países. E os políticos, que em cada crise cortam sempre na cultura (e nas artes de um modo geral), esquecem-se que o desenvolvimento social depende muito dos obreiros dessa cultura.
    Excelente crónica, meu amigo. Gostei imenso.
    Pedro, tem uma boa semana.
    Abraço.

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  4. Entrando em uma livraria famosa, comecei a procurar pelos livros de poesia. Após algum tyempo sem achar a prateleira, pedi ajuda e levaram-me a um cantinho escondido, onde figuravam meia-dúzia de livros de poesia empoeirados. Fiquei triste.

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  5. El poeta perdido por falta de recursos, que pena que los gobiernos no subvencionen más a los hombres con talento.
    Un abrazo.

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  6. É uma pena o que acontece com a cultura e não é só aí, amigo. Cá acontece o mesmo e dá dó ver pessoas que muito contribuiram para o pais, a terem de " pedir esmola". E os casos de actores, principalmente os de teatro? Muitos mal conseguem soberviver. Cronica, bastante oportuna, Pedro. Obrigada, pois não conheço nada deste escritor e assim irei pesquisar sobre ele. Uma boa semana. Beijinho
    Emilia

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  7. La cultura, por desgracia, siempre está abandonada por el poder.
    Hay dinero para fútbol, todo el que sea necesario, pero para la cultura, nada de nada.

    Um abraço, Pedro.

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  8. Um poeta da envergadura de Luiz de Miranda, indicado e aceito a concorrer ao prêmio Nobel de Literatura de 2013, vir a público e despir-se de qualquer vaidade e contar como estava vivendo um poeta, faz a gente pensar.
    Se a vida de alguns poetas, no caso Luiz de Miranda, fosse dita em formato de poesia acharíamos maravilhoso. Mas foi escrita, trazida a público em formato de angústia, de penúria, de descaso. Foi escrita, quem sabe lá, regada a lágrimas escondidas, amor ferido.
    A mim não interessa os porquês. O que está em voga é a súplica que li, a humildade que vi. A grandeza que apareceu. E daí, Brasil?

    Bela postagem, querido, parabéns.
    Beijinho, daqui do lado.

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  9. Caro Pedro, realmente é triste ver Luiz Miranda estar passando por isso. Este país não valoriza a literatura. Não temos tempo para dar suporte à arte, à cultura, nossa preocupação é com novelas, bobagens ditas em horário nobre...
    Um abraço.

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  10. Que triste isso e a situação a que o Brasil está não tenho muitas esperanças que venham a se preocupar em valorizar cultura...Pena! abração,chica

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  11. Pedro estamos en América del Sur y en todos nuestros paises sucede algo parecido, la economia y los malos gobiernos dejan al arte, ya sea escritores o músicos de lado.

    Esperemos que lleguen tiempos mejores.
    mariarosa

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  12. Es triste que no se reconozca y se valore el trabajo y la creación de estas personas que tanto nos dan !!

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  13. Es una pena que se nos de tan poca importancia a los escritores. Mucha más pena a los poetas, esos lo tienen peor. Siendo tan maravillosos.
    La verdad es que hay pocos lectores, algunos se vanaglorian de no leer nunca un libro...¡que pena!
    Yo no puedo vivir si no tengo un par de libros abiertos, leo más que escribo.
    Un abrazo

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  14. Oi Pedro., pela importância que se dá aos aspectos nobres da criação intelectual da sociedade é que fica caracterizada a face de um país. Infelizmente a cultura em nosso país está sofrendo penúria em todos os seus aspectos porque há anos estão sendo priorizados fatores de alienação, uma verdadeira batalha para o empobrecimento moral e intelectual e uma conformação de ""panelas" onde se favorecem os amigos e uma política de compadrio.
    Não mudando a mentalidade e o valores morais nada podemos esperar, senão alguns nichos de excelência que em seu trabalho solitário continuam dando algum brilho á nação
    Um abraço

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  15. Quando a economia corre mal, é sempre a cultura a primeira maltratada.
    Lamento muito pela orquestra sinfónica e pelo poeta Luiz de Miranda.
    Aqui em Portugal, funcionam bem os abaixo assinados, porque é assim
    que os políticos percebem que estão a perder votos..
    Vou amanhã escrever uma postagem com este assunto, citando a sua...
    Abraço, Pedro.
    ~~~~~~~~

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  16. Ainda bem que temos os blogueiros de bem como você que nos traz a conhecimento novos poetas e novos horizontes da literatura. Desconhecia Luiz Miranda até entrar aqui para te visitar... obrigada pela partilha.
    Um beijo

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  17. Olá Amigo Pedro: Você tem toda razão na sua queixa sobre a cultura abandonada neste país, os políticos não podem dar o que não têm, lembras da votação do impeachment, as pérolas que falavam? Só lutam para encherem seus bolsos. Isso é Brasil...
    Grande abraço
    Léah

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  18. Olá Pedro, você mostra com realismo o que vem acontecendo com os que cuidam da literatura aqui em nosso país, e em especial a Luiz de Miranda!
    Sem dúvida alguma eu também espero que os governantes "não deixe à míngua essa pessoa tão representativa para a poesia e para a cultura de nosso país, concedendo-lhe uma pensão mensal cujo valor represente o suficiente para que o poeta possa viver e dar continuidade a sua arte."
    Parabéns por tua bela crônica!
    Beijos, Vilma

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  19. Pois é, Pedro. Li sobre esse drama no blog da querida Tais. Um país que não valoriza a sua própria cultura é pobre demais. E de toda a literatura, a poesia é a que mais sofre. Vou comprar alguns livros do Miranda. E se puder ajudar de outra forma, estou à disposição! Abraço!

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  20. Quando li o inicio deste magnifico texto sobre o poeta Luiz de Miranda que desconhecia, lembrei-me de uma frase dita por um poeta português Eugénio de Andrade que dizia - Em Portugal há muita gente a escrever poesia mas há poucos poetas.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.
    Andarilhar

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  21. Olá Pedro, desconhecia aqueles poetas mencionados, obrigado pela informação, lamentavelmente isto é um problema constante já existente a muito tempo.
    Beijinhos
    Solaire

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  22. Os políticos equivocam-se porque a cultura é imprescindível para o futuro dos povos.
    Possivelmente é seu próprio interesse em que a gente não pense por se mesma.

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  23. Pedro,

    Uma bela crônica (na sua expressão literária e no seu gesto...) de
    intervenção com uma triste realidade e no caso da Poesia, esta sempre
    foi a marginal da arte expressiva, observamos isto nas editoras, nas
    livrarias, nas mídias e na Educação nos ensinos, um total desconhecimento
    e desqualificação por esta arte tão essencial a vida. O Sigmund Freud disse,
    "nunca havia chegado a um lugar, que um poeta não houvesse chagado antes".

    Meus votos de melhoras nesta situação tão injusta ao Grande Poeta
    Luiz Miranda.

    Parabéns pela crônica e este gesto solidário!

    Bom feriado para vocês dois.
    Abraço de admiração.

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  24. Meu amigo, é triste a realidade! Em conversa com meu amigo Rodrigo que embora bem economicamente, se queixava da falta de mecenas, que tanto existia, a outros menos favorecidos, argumentei, com certo acerto, que é só depois da firma ter encerrado as suas atividades, que ela será reconhecida e passa a ter o devido valor. Essa constatação é triste. Não direi que o mundo é cão para não ofender o mais fiel dos animais. E Jaime Caetano Braun, que tanto amei no meu tempo de estudante em Porto Alegre? Foi reconhecido, Pedro? Aqui pouco se ouve falar. O papa dos gaúchos é Mário Quintana... Meu grande amigo e grande poeta Marcos Konder Reis, dizia que ele vivia da mendicância tanto para editar seus livros como para tomar um champanhe. C'est la vie!... Grande abraço. Laerte.

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    1. Como nesta minha resposta ao Laerte, amigo de todas as horas, de longa data, concordaria em tudo o que ele disse, então utilizo melhor a resposta, com a “RESENHA – ILHA DE IDÍLIOS”, do livro que há pouco lançou em Florianópolis, em cuja resenha e fotos sua de seu filho e de sua esposa publiquei no meu outro blog (Panorama), na forma que segue:
      A obra tem por escopo o resgate do estilo literário referente as décimas do cancioneiro ibero português do Século XVI, muito usado por Camões e outros grandes poetas da época.
      No estilo de versos em décimas é narrada a história da Fundação da Ilha de Santa Catarina, a descrição da pesca de tainha na ilha, antigamente, com base nos escritos de Virgílio Várzea.
      Também é feita uma descrição da vida e filosofia do pescador artesanal – seus conhecimentos empíricos e ancestrais, crenças e desejos, alimentação e sobrevivência, perigos e a saga em tempestades tiranas.
      No mesmo estilo literário, é descrito como era a Lagoa da Conceição na década de cinquenta do século passado, à noite iluminada por candeeiros a formar um rosário de luzes em sua orla, e a beleza da pesca de camarão nesse meio.
      Há uma narrativa lírica dos antigos bares, clubes, praças, ruas, pontos marcantes e grandes sociedades carnavalescas de Florianópolis. Outra referência é feita ao carnaval de rua antigo com seus blocos e figuras importantes que faziam essa festa na Ilha.
      Relata ainda, tipos humanos do povo, no cotidiano, que marcaram épocas, figuras folclóricas, muitas das quais, vivas ainda – Alcides Ferreira, Celso Pamplona, Venenosa, Globo, Bataclan, Lourdes, Tide, Tita, Lagarticha, seu Lidinho, Tenente, Paru, Biceta, Átila Ramos e outras.
      Do meio para o final, o livro traz alguns poemas enaltecendo a beleza da Ilha; outros místicos, românticos, trágicos e cômicos, e alguns sonetos de amor. Fecha com um poema de amor proibido, finalizado em plena madrugada, aos prantos, quando o varão despede-se do esquife da amada no cemitério de Itacorubi.
      Grande abraço, poeta amigo.
      Pedro.

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    2. Gostava muito de ler a Ilha dos Idílios... Santa Catarina foi povoada por pioneiros dos Açores, terra natal de minha mãe.
      Estará à venda em Portugal?

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    3. Meu grande amigo, muito obrigado por tão robusta matéria postada neste espaço seleto desta mídia. No livro Justine do Quarteto de Alexandria que há quarenta e cinco anos me recomendaste e li, Lawrence Durrell dizia que o o homem é uma vaidade sobre um par de pernas. Não sou vaidoso, mas o engenheiro construtor de versos o é um pouco e a obra do engenheiro quer aparecer, não para ser vista, mas para ser criticada e dar a mim, direção e sentido do trabalho. Por isso muito agradeço por tão oportuna ocasião de conhecerem um pouco mais meus escritos. Realmente não tenho noção se estou a fazer algo que agrade à alma alheia ou se estou a encher o saco de muitos. Na verdade nunca saberei disto pela razão afirmada que só com a firma fechada é que ela será aquilatada, porém eu quero apenas uma luz e ver se vale a pena o ofício. Isto porque o que escrevo à minha alma agrada e não pararei com a minha determinação de mim para mim mesmo, pela atividade dar-me vida e preencher minha pseudo-vaidade outonal por falta de outra atividade. Grande abraço e minha gratidão. Laerte (Silo)

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  25. Siento mucho esta situación y no es que quiera consoslarte porque si te digo que en España sucede lo mismo, aquí nadie puede dedicarse, en exclusiva a escribir poesía porque si, lo hiciera, moriría mucho antes de cumplir los cincuenta y de hambre. En España la mayor parte de los poetas que pubican su obra, se autoeditan y luego venden algunos libros y el resto, terminan regalándolos. Conozco bien este tema.

    Es verdad que hay concursos de poesía con algunos mínimos premios y en algunos cértamenes, se edita la obra pero en general, se venden muy pocos libros. La poesía tiene un número muy escaso de lectores.
    Así están las cosas por España. Lo siento. Quizás, en tu país y, a pesar de todo, no vayan tan mal las cosas.

    Saludos muy afectuosos y cordiales. Franziska

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  26. A cultura é sempre penalizada quando há crises económicas, mas não só, ela devia ser divulgada pelos média, mas estes também só se interessam por audiências, daí o baixo nível dos programas televisivos.

    Lamento profundamente e vou pesquisar obras de Luiz de Miranda que confesso desconhecia.

    Um beijinho solidário

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  27. Gracias por darme a conocer este poeta.
    La edad es dura para el escritor sin fortuna propia, pero si se trata de un poeta, más vale ni hablar. Y sin embargo ellos son la luz de nuestra cultura, sintetizan en una frase los sentimientos.
    Ya sabe, si se calla el cantor, calla la vida...

    Saludos.

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  28. Es muy triste no respetar la cultura.

    Se merece un reconocimiento y valorar su buen trabajo.

    Un abrazo

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  29. Olá Pedro,

    É lamentável que a cultura de modo geral seja tão pouco valorizada em nosso país. Viver da arte é para poucos, infelizmente.

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  30. Bom dia, amigo, Pedro, muito triste e verdadeiro o assunto de sua crônica, onde Luiz de Miranda é uma pontinha do que acontece em todos os lugares, na minha cidade, o prefeito afastou todas as pessoas ligadas de alguma forma à Cultura, justificou que foi para enxugar a máquina, portanto esqueceu de tirar os que estão encostados ao lado dele,sem função... O sentimento de incapacidade nos chega a doer na alma. E, assim caminha a humanidade, resta-nos usarmos o que temos de ferramentas para apontar os erros, a nossa escrita. Grande abraço!

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  31. Ótimo final de domingo! Beijos

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  32. Perfeita Pedro, além da homenagem ao Luis, uma critica perfeita ao sistema castrador da cultura e tradições por todo o país. Aqui citou alguns e muitos estão por alijados de todo o processo cultural do país.É vergonhoso um país que não prima pela cultura, educação do seu povo.Claro que sabemos o porquê de tudo isto, o exercito de pessoas que os mantém no poder tem que estar cego para cultura e educação.
    Veja que logo de inicio numa pseuda transformação os cortes para onde são direcionados.É lamentável amigo.
    Que os "Luises" tenham o reconhecimento desta gentalha do poder.
    Meu abraço assinando esta cronica.

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  33. Havendo crise... a cultura é sempre a primeira a ser penalizada...
    Aqui em Portugal, no governo anterior, até o Ministério da Cultura foi abolido... voltando a ser criado pelo governo actual...
    A situação de Luiz... também será semelhante à de bastantes escritores, poetas, actores, cantores, pintores, por cá, infelizmente...
    Artes e cultura... são sempre as primeira áreas, onde a crise mais se faz notar...
    A situação de Luiz... fez-me lembrar um pouco a situação do Maestro Vitorino de Almeida, por cá... que felizmente pôde recorrer à ajuda dos filhos... só um exemplo, entre tantos... que depois de uma vida inteira de tanto oferecerem à sociedade, não têm um final de vida condigno...
    Temos também o caso de Fernando Tordo, por exemplo... um cantor que não conseguindo substituir por cá, se viu forçado a emigrar aí para o Brasil, nestes últimos anos de crise... onde tem prosseguido sua actividade profissional que desejaria continuar abraçando por cá... e não conseguiu...
    Um grande abraço!
    Ana

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PEDRO LUSO