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10 de jul de 2010

FERREIRO - Carlos Drummond de Andrade





PEDRO LUSO DE CARVALHO

Quando algumas pessoas escrevem perguntando como devem se iniciar na escrita de crônicas, contos e poemas, sugiro a leitura. Explico que é com a leitura que aprendemos a escrever. Para os que não estão acostumados à leitura, recomendo crônicas e contos, para os que leem um pouco mais, romances. Deixo para o final a recomendação da leitura da poesia de bons poetas. Com eles, explico, aprende-se síntese, ritmo, melodia. Digo a eles que a leitura da poesia serve para todos os gêneros da literatura.
Como exemplo, transcrevo um pequeno/grande poema: Ferreiro, de Carlos Drummond de Andrade (in Menino antigo: boitempo II / Carlos Drummond de Andrade, 2ª ed. Rio de Janeiro: Livraria J. Olympio, 1974, pg. 64):




FERREIRO
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE




Filho do ferro e da fagulha
fulgurando na forja admirável
o seu fle afrouxou e sua força
em face do fiscal e da folhinha
de papel.





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PEDRO LUSO