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12 de fev de 2015

[Poesia] PEDRO LUSO – Fim de Carnaval




  
  [ESPAÇO DA POESIA]

   FIM DE CARNAVAL
     – PEDRO LUSO DE CARVALHO

  
Acordam-me gritos
de foliões enlouquecidos
nas madrugadas que voam
com asas de morcego.

Ouço gritos de homens
e de mulheres que ecoam
pelos vãos de prédios
em seus leitos de cimento.

Debilitados, rompem-se
os tímpanos –
tambores esquecidos
no carnaval, entre serpentinas.



*  *  *
  


8 comentários:

  1. Maravilhoso poema!
    Todo o sentido existem nas palavras que formam este lindo poema!
    Belíssima pintura a fazer "jus" ao seu poema...
    Parabéns amigo Pedro, biejinho
    Maria

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  2. Que poema lindo!!
    ..."pelos vãos de prédios
    em seus leitos de cimento".

    Talvez, após a euforia do carnaval, os reis e as rainhas adormecem nas escadarias, nas marquises, nos cantos de cimento e sonham com as ilusões de uma noite de luxo inesquecível. Quanto à obra, nada como Portinari retratando a vida...

    Beijinho, aplausos daqui, da sala do lado (rs)

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  3. Cansados e entorpecidos, os foliões voltam para a realidade...
    Gostei, Pedro.
    Beijo, com a permissão da Tais rs!

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  4. Fabulous poem, Pedro!
    Sadly, the partying always has to eventually come to an end...
    Love the picture too...such a powerful image of the carnival!

    Have a Great Weekend:)

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  5. E o Carnaval de novo já está quase chegando.
    Gostei muito deste poema.
    Um abraço
    Irene Alves

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  6. E no final da folia os foliões entorpecidos pela magia da festa voltam para a realidade de suas vidas. Um belo poema Pedro
    Um abraço

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  7. Um belíssimo poema amigo Pedro .
    Mais um carnaval bem diferente de alguns anos atrás,
    mas ainda resta a magia das valsinhas que nunca será esquecida.
    Hoje é as escolas a ganhar as ruas nas grandes cidades
    com desfiles de rara beleza.
    Pedro um abraço .
    Evanir.

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  8. NO SÉ QUE ES UN CARNAVAL, PERO EL FIN DEBE SER COMO LA DEGRADACIÓN DE LOS COLORES. EXCELENTE TEXTO.
    UN ABRAZO

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PEDRO LUSO