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11 de mai de 2012

[Crítica] ÁLVARO LINS / Eça de Queiroz

Álvaro Lins

                   por  Pedro Luso de Carvalho


      ÁLVARO LINS nasceu em Caruaru, Pernambuco, a 14 de dezembro de 1912. Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Recife em 1935. Dois anos antes, em 1933, escreveu A Universidade como Escola de Homens Públicos. De 1932 a 1940 dedicou-se ao magistério. Foi professor de Geografia Geral e de História da Civilização no Ginásio do Recife, no Colégio Nóbrega, no Instituto Nossa Senhora do Carmo e na Escola Normal Pinto Junior, em Pernambuco.

        Na Academia Brasileira de Letras, Álvaro Lins foi o quarto ocupante da Cadeira 17; foi  eleito a 5 de abril de 1955, na sucessão de Roquette-Pinto, e recebido pelo Acadêmico João Neves da Fontoura, em 7 de julho de 1956.

           Álvaro Lins morreu no Rio de Janeiro, a 4 de junho de 1970, aos 58 anos. 

      Segue o texto no qual Álvaro Lins  fala de seu livro sobre Eça de Queiroz (Álvaro Lins, Literatura e Vida Literária – Diário e Confissões, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1963, n. XXVI, p. 93):


Eça de Queiroz
                                                  [ESPAÇO DA CRÍTICA]

                                                      EÇA DE QUEIROZ
                                                                                            (Álvaro Lins)


        Terminado hoje o meu livro sobre Eça de Queiroz. Preocupei-me às vezes em saber que lição haveria de extrair da sua obra.  Preocupação inútil.  Deveria logo ter compreendido que não haveria “ensinamentos” na sua arte, porque deixar lições ou teorias não será de modo nenhum a missão de um verdadeiro artista. O que há a aproveitar em Eça, além da sua arte, em si mesma, é o exemplo do artista, bem necessário nos tempos de hoje. O exemplo de uma vida inteira dedicada aos ideais da literatura; a concepção da arte colocada num plano de seriedade, de dignidade, de trabalho, que está hoje cada vez mais rara. Este é o seu grande exemplo, como foi o do seu mestre Flaubert: mostrar que a arte não é “fácil”; não é um brinquedo, mas uma penosa operação do espírito; não é só inspiração ou articulação de palavras, mas sobretudo consciência e estilo.


                                                            
                                                             *  *  *  *  *   * 

4 comentários:

  1. Pedro, suas observações acerca de Eça são de grande riqueza. Quem nos dera os dias de hoje nos permitissem viver a arte, viver para a arte. Para isso há que se ter arte, não? E Eça tinha de sobra...

    ábs

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  2. Pedro ,faço minha as palavras do Jose Roberto. Realmente teu trabalho
    sobre o Eça é incrível.
    Abraços
    Sionval

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  3. Anônimo17:36

    onde consigo fotos de alvaro????
    parabens

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    Respostas
    1. Fotos do Álvaro Lins é fácil de serem encontradas; basta acessar a seção "imagens", do Google.

      Att.

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PEDRO LUSO