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10 de jun de 2015

[Poesia] PEDRO LUSO – Ventania




                 [ESPAÇO DA POESIA]

       VENTANIA
                       – PEDRO LUSO DE CARVALHO


Da Patagônia, esse vento – esse frio
congelante – veio rasgar minhas veias
com garras mortais.

Vejo, através da vidraça, assombrado,
o dia sumir – escuridão repentina,
noite no dia – gélido terror.

No telhado da casa, às escuras, barulho
 horrendo de passos, de um ser estranho,
vindo de estranho mundo.

O fantasmagórico vento não cessa,
com seu uivar de fera faminta.
Preso à janela, curvado de medo,

ouço o zunir do vento – guerreiro
feroz – a derrubar postes e fios,
que no chão agonizam, retorcidos.  



*  *  *




15 comentários:

  1. Pedro,
    Acho que, dentre todos os teus poemas, esse é o que mais gostei por sentir toda a força da natureza; força que avassala, mas contudo continua com todo seu mistério. Age sobre nós como se não fôssemos nada, apenas um joguete. E sempre volta mostrando novamente sua fúria. E a sua linguagem vem para nos impor respeito e medo. Vergo-me diante de ventanias.
    Lindo e forte poema.

    Beijinho.

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  2. Peedro:
    Muito bom poema para descrever as sensações causadas pelo vento, com a sua força e explosões sem fim. O Sol percorre o horizonte, sem tomar o vôo fugaz.
    Eu vivi em Comodoro Rivadavia e eu estava em Puerto San Julian, onde o inverno é tal que descreve o texto.
    Quero parabenizá-lo.
    Um grande abraço.

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  3. O ser humano inventa muitas coisas, porém, jamais criará algo que mude as leis da natureza.
    Belo poema.
    Beijos, Pedro!

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  4. Versi inquietanti, di grande espressività, che inducono il lettore ad un'attenta osservazione
    della lirica nel suo profondo significato...
    Versi molto apprezzati, un caro saluto, Pedro,silvia

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  5. Olá, Visitei e adorei o seu blog. Gostei muito dos seus textos e li vários trechos da sua exposição e conteúdo. . Fiquei bem animada e daqui pra frente, estarei sempre por perto vendo as novidades.
    Venha conhecer o meu Blog também. Tenho certeza que vai gostar http://www.oslivrosdaminhabiblioteca.blogspot.com.br/
    Um grande abraço. NILDA

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  6. Describir la fuerza del viento, de ese enfurecido vendaval que todo lo arrasa a su paso, sólo lo puede hacer un poeta que ama las letras y es capaz de escribir como tú. Felicitaciones.
    Cariños y buena semana.
    kasioles

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  7. Olá, Pedro Luso

    ... passando para desejar-te um Feriado, muito bom.
    Um abraço.

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  8. Te felicito por tan lindas letras.

    Muy hermoso.

    Un abrazo.

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  9. Que prazer tê-lo no meu grupo de amigos, seja bem vindo lá no meu espaço, obrigada pelo carinho da visita!
    Encantador poema, com uma boa pitada fantasmagórica, ventos uivantes, ventos cortantes, amo ler sobre isso, Patagônia, despertou em mim vontade de conhecer, deve ser lindo por lá!
    Amei ler, deixo aqui um abraço bem apertado meu novo amigo!

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  10. Olá Pedro Luso.
    A natureza me fascina, seu intenso poema me fez lembrar um uma experiencia minha a uns anos, estava no interior , teve uma forte ventania, faltou ate luz, todos a temer ,mas eu só a admirar o forca do vento que fazia a janelas trepidar, assustador sim, mas uma experiencia maravilhosa . Um feliz final de semana para vocês. Um forte abraço.

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  11. Oi Pedro,
    Eu adoro o que sua mulher escreve com sutileza e você é marido dela. Mas tenho tantos sulistas no meu blog. Se eu fosse mais nova iria morar por aí, aqui é muito quente.
    Adorei sua poesia
    Obrigada por colocar-se como seguidor
    Beijos no coração

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  12. Oi Pedro,
    Foi um prazer colocar-se como meu seguidor. Obrigada.
    Dei uma passada pelo seu blog, vi autores que me filho é fascinado.
    Beijos no coração

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  13. Hola, Pedro:

    Tu poema es como un tragedia en verso, muy bien logrado.

    Gracias por visitarme y seguirme.

    Un abrazo.

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  14. S, en la Patagonia soplan vientos así, me has llevado a momentos de mi niñez/ juventud en los rscuerdos, gracias.

    Abrazos

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  15. Olá, Pedro.
    Esses ventos loucos, tresloucados que nos assombram as noites e nos desorientam os dias!
    Belíssimo jogo que faz com a fúria da natureza e com os medos que provoca em nós - ler este seu poema é reviver essas noites de ventania, em que os barulhos ganham vida. Lindo.
    um abç amg

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PEDRO LUSO