>

2 de jul de 2017

(Poesia) PEDRO LUSO - Este não o meu país




ESTE NÃO É O MEU PAÍS
-- PEDRO LUSO DE CARVALHO


Honra me ensinaram a ter
Desonra é o que vejo no país
Astúcia e maldade também
De venais políticos a ganância
Deles somos todos reféns
Podem subtrair subtraem

Honra me ensinaram a ter
Desonrra é o que vejo no país
Todos agora são estranhos
Agora aqui tudo é diferente
Não é o que foi a minha casa
Nem a escola onde me instrui

Não conheço mais este país
Em que país terei crescido
Onde aprendi moral e ética?
Lições de casa e da escola
Dos pais e dos professores
Honra me ensinaram a ter


Desonra é o que vejo no país
Aqui é sistêmica a corrupção
Tiram o que temos sem pejo
Políticos de todas as frestas
Legam insegurança e medo
Marca da violência o sangue

Aqui a morte está no semáforo
Também pode estar na praia
Na avenida pode estar
Pode estar também na praça
A morte está em mãos nervosas
No apertar do gatilho a desgraça.




*  *  *




34 comentários:

  1. Pedro, Te comprendo muy bien. Lo vivo y siento mucha tristeza Es un mal mundial. Algo grande tendremos que hacer la humanidad para recuperar lo que nos ha sido arrebatado.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  2. Acredito que essa é a pergunta que atormenta a cabeça de todos nós
    Que país é esse? Com certeza não é o nosso país
    Uma leitura soberba da realidade que estamos vivendo traduzido em versos magistrais. Parabéns pela notável inspiração amigo Pedro
    Um abraço e um feliz domingo

    ResponderExcluir
  3. Pedro a mesma resposta lhe dou como dei no blog da Taís:
    Ninguém se importa com nada,haja vista que aqueles que nos roubaram estão sendo soltos.
    Que País é esse em que tudo pode,mas só com os "grandões",pois com os "pequenos"que muitas vezes roubam um ínfimo pote de qualquer coisa,irá morrer na cadeia se não tiver um bom advogado.Não que eu seja a favor daqueles que roubam,mas que haja mais justiça e isso não estamos vendo no nosso amado Brasil.
    Bela crônica.
    Bjs e um feliz domingo.
    Carmen Lúcia.

    ResponderExcluir
  4. Temible cuando en un país se llega a sacar las armas.
    Esperemos que la lacra que asola algunos países se termine y reine la concordia, aunque parece difícil.
    Una buena exposición en tu poema alegando el desenfreno de la política.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  5. Bom dia Pedro. Uma pergunta que não quer mesmo calar: "que país é esse? Poema de cunho social oportuno... Um grito com endereço certo!

    Deixo aqui o link do meu novo blog intitulado A PAÍBA PARA O MUNDO.

    https://aparaibaesuasbelezas.blogspot.com.br/

    Abraço e bom domingo!

    ResponderExcluir
  6. Ótimo domingo!!!!!!!!! Beijos

    ResponderExcluir
  7. Realmente, Pedro meu Amigo, o seu poema não podia ser mais expressivo de tudo o que vocês estão vivendo. Que país é esse que não encontra a solução para tanta coisa ruim? Fico cheia de tristeza e tenho fé que tudo vai melhorar. Como disse à Tais, tenha coragem, amigo.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  8. Uma dura e triste realidade brilhantemente descrita.
    Lamento imenso pelo povo Brasileiro.
    Um grande abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

    ResponderExcluir
  9. Boa noite Pedro.
    Onde estamos mesmo ? O brasil já era um Pais que andava lentamente, mas ai surgiram os rápidos, rápidos para roubar rsrs. E quando ficamos um pouco esperançosos que finalmente iriamos ter justiça, acordamos ainda em outra realidade, onde na verdade o pesadelo era ainda pior, total inversão dos valores, daqui a pouco vão mandar prender Juiz Sergio Moro, só falta algo assim sem cabimento. Conseguiste realizar belos versos com a nossa triste realidade. Um feliz més de julho para você e para a querida Tais e família. Enorme abraço.

    ResponderExcluir
  10. Não reconhecemos mais esse país como sendo aquele velho nosso Brasilzão! pena! Estamos à mercê de tudo aqui, menos, de respeito, segurança e tantas coisitas maía.. abração,mchica

    ResponderExcluir
  11. Uma dura realidade! Triste, muito triste!

    Beijinhos

    ResponderExcluir
  12. Bom dia, os interesses pessoais que sobrepõe-se ao bem estar do povo, chama-se corrupção, esta existe em todos os países mas no Brasil é extrema, é inadmissível que o Brasil que tem tudo e mais alguma coisa para ser uma potencial mundial, tenha uma imagem mundial de corrupção instalada e pobreza em todos os sectores da sociedade, seu poema é perfeito, é objectivo e puro na realidade.
    Boa semana,
    AG

    ResponderExcluir
  13. Es una pena. Una triste realidad.

    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  14. Pedro, ainda bem que somos sobreviventes e ainda é possível bradar através de um poema contra a imoralidade que grassa no país através das diversas câmaras legislativas, do judiciário e dos executivos. Só em Brasília são 513 deputados e mais 67 senadores mamando nas tetas do nosso 'Tesouro'. E agora vamos multiplicar números semelhantes pelos diversos estados brasileiros e pelos municípios. É pra rir do nosso abandono.
    Forte abraço,

    ResponderExcluir
  15. Lamento muito, Pedro.
    Porém, há que ter esperança que é o suporte da força.
    Força necessária para lutar com as armas que possuem os intelectuais
    e dão origem a estes valorosos poemas.
    ~~~ Abraço amigo e solidário ~~~

    ResponderExcluir
  16. No todos hablamos el mismo idioma universal.
    Un día puedes decirle a alguien: "Te doy mi palabra".
    Y esa persona responderte: "¿Palabra? ¿Qué significa eso de darme tu palabra?"
    Un saludo, Pedro.

    ResponderExcluir
  17. Também ando angustiada por nosso país.
    Adorei esta tua poesia\lamento cidadão.
    Ah, como eu lamento também!!

    abraço
    Lola

    ResponderExcluir
  18. Así es, todos los países tenemos problemas, al final es porque somos los seres que lo conformamos que no lo estamos haciendo bien.
    Hay que poner lo mejor de uno a cada momento para tener una vida mejor para TODOS.
    Un abrazo grande.
    mar

    ResponderExcluir

  19. Pobre país! De uns 20 anos pra cá, devagarinho e por baixo dos panos a corrupção vem se instalando com toda a força. Parece uma corrente, um puxa o outro e quilômetros de irresponsáveis e ávidos se beneficiam. São tantos que, dando as mãos são capazes de darem a volta ao mundo. Os ladrões de colarinho branco estão sendo soltos e os pobres mofam? Qual será a diferença que não entendi muito bem? Difícil de entender, difícil não ter vergonha.
    Gosto quando fazes poemas sociais, que criticam, que entregam, que mostram a podridão instalada. Mas não esperes por honra, por moral e ética a curto e médio prazo. Há de vir outra geração que nasça com vergonha na cara! Uma geração que possa reverter essa bagunça.

    Beijinho, daqui do lado. Gostaria de ir embora pra Pasárgada...

    ResponderExcluir
  20. Infelizmente o Brasil está a passar por uma má experiência, mas isto vai passar meu amigo, o Brasil é muito grande e vai dar a volta por cima.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

    ResponderExcluir
  21. Olá Pedro!
    Cheguei ao fim da leitura deste do teu poema sem palavras para o comentar.
    Tanta angustia, tristeza, desilusão, me emocionaram e arrepiaram.
    Pedro, esse é e continuará sendo o teu país, a tua casa. Não desistas dele.
    O povo unido conseguirá afastar os canalhas.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  22. É triste a situação...
    Perdi a noção que eu tinha:
    A lula é um trombadinha
    E o deus é o maior ladrão.

    Ainda resta a nação
    Que é o povo, e se alinha
    Com a justiça, que é a minha
    Esperança à salvação

    Deste país altaneiro,
    Cujo povo brasileiro
    Ama com amor feroz,

    Quer o seu país inteiro,
    Não aos frangalhos com cheiro
    Putrefato, para nós.

    Grande abraço. Laerte.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Laerte,
      Ainda acredito na força do grito que sai da alma do poeta, do escritor, do músico, para denunciarem os desmandos dos governos, que exploram a boa-fé dos seus concidadãos.
      Um grande abraço.
      Pedro

      Excluir
  23. E não é também o país que conheci, o país que me deu tudo o que sou e o que tenho, o pais que aprendi a considerar como meu, que me recebeu de braços abertos; como está diferente o nosso querido Brasil, Pedro! Como disse na Tais, o que mais me " arrepia " a grande violência, principalmente no Rio. A corrupção, depois desta lavagem vai voltar a um nivel mais suportável, como aqui e como em qualquer outro país do mundo, mas a violência vai demorar a diminuir, infelizmente. Pedro, obrigada por este teu " grito de revolta" que também é meu. Um beijinho
    Emilia

    ResponderExcluir
  24. Olá Pedro!
    Eu também não reconheço mais o meu país. Nenhum orgulho de ser brasileira.
    E sem nenhuma perspectiva, só resta ao povo para dar uma virada completa. Será que conseguiremos?
    Seus versos são perfeitamente oportunos, Pedro.
    Um abraço e ótima sexta-feira.

    ResponderExcluir
  25. Gostei de seu poema, ele mostra toda a angustia e revolta que nós brasileiros sentimos. Já não quero mais ver ou ouvir noticias de "delatores", de ladrões negociando com ladrões e todos se declarando inocentes, e o Brasil afundando.
    É desesperador.
    Grande abraço, Léah

    ResponderExcluir
  26. Honra, moral e ética são conceitos em desuso pela classe política e empresarial, bem como por parte de muita gente da sociedade. E não é um exclusivo brasileiro, pois se assim fosse seria muito mais fácil alterar muitos dos maus comportamentos, já que estes têm, muitas vezes, ligações internacionais.
    Excelente poema, gostei imenso.
    Bom fim de semana.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  27. Um poema pertinente, necessário e urgente
    um grito nas palavras
    as palavras num grito
    sei que esperança é uma palavra que nem parece fazer sentido, mas que ela sobreviva nos vossos corações e nos nossos também
    e que um dia haja soluções nesse País que vive momentos tão conturbados.
    um poema muito sentido
    beijinho
    :)

    ResponderExcluir
  28. Votos de bom fim de semana,
    AG

    ResponderExcluir
  29. Pois é Pedro, isto nos leva à uma letra de compositor cantor torturado e banido da musica brasileira, o Geraldo Vandré,em Terra Plana,onde rebela-se sobre ter que plantar em tempo de queimada e ainda assim ter que falar de flores. Vivemos uma das piores fase de nossa historia politica, que devido a presença escancarada da impunidade, da indecência.E tudo que ali no planalto central do país acontece por certo vem refletir nos cantões, nos morros e becos das cidades e eles descem com donos da cidade e saqueiam como piratas sedentos o povo já espoliado por impostos que nunca se revertem para o que foi criado. Não tem mais solução para esta violência, nem mesmo a mudança de leis draconianas consertará o que errado está desde muito tempo assistindo as leis apenas para os mais desvalidos.
    Um grito, uma dor amigo, compartilho com muita tristeza.
    Que a vida nos seja leve e que Deus nos proteja no ir e vir.
    Meu terno abraço.

    ResponderExcluir
  30. Pedro:
    triste realidad. Espero que la justicia sea justa y se arreglen poco a poco las cosas. Brasil se lo merece.
    Abraços.

    ResponderExcluir
  31. Quando o caos se instala nos exemplos que nos chegam do topo da hierarquia... parece que tudo é permitido... incluindo o que não deveria sê-lo jamais...
    Um notável trabalho, Pedro, que é o espelho fiel da triste realidade, e do que milhões de brasileiros estarão sentindo...
    Um grande abraço! Bom fim de semana!
    Ana

    ResponderExcluir
  32. Compreendo perfeitamente este lamento poético.
    Há uma tendência no mundo para a vertigem da velocidade que não permite a reflexão dos actos comportamentais e para relativizar os fenómenos que vêm dado cabo da harmonia nas nossas comunidades actuais. Mas quem viveu em contextos diferentes apercebe-se que há caminhos sem retorno.

    Abraço, amigo.

    ResponderExcluir

LOGO O SEU COMENTÁRIO SERÁ PUBLICADO.

OBRIGADO PELA VISITA.

PEDRO LUSO