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22 de mar de 2015

[Poesia] PEDRO LUSO – A Casa de Pedra





A CASA DE PEDRA
   – PEDRO LUSO DE CARVALHO


Paro por algum tempo, não sei quanto,
em frente a velha casa, escondida
entre altos prédios e tantos palacetes.

Passaram-se anos e anos, e retorno
agora a antiga casa, feita de pedra
– abrigo e conforto da minha infância.

Como ficou pequena a casa de pedra!
Não parece ser a casa da minha infância –
reino de brinquedos e de risos.

Qual lufada de vento minuano,
entro na velha casa de pedra.
Encontrarei nela a criança que fui?

Posso, homem com tantos caminhos
andados, retomar o lugar da criança?
– Meus músculos limitam espaços.

Falta-me fôlego, apertam-me garras
no peito, que expande macabro chiado.  
Ave de rapina arrebatara o menino.



*  *  *



20 comentários:

  1. Versi nostalgici molto intensi ed espressivi, piaciutissimi nella loro lettura
    Buon inizio di settimana,Pedro e un caro saluto,silvia

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  2. Hermoso poema!!!!
    El regreso , el recuerdo, la niñez vívida y ya muy lejana, su reencuentro en la casa de piedra calor y refugio que el alma busca y reclama vivir de nuevo, pero los años le arrancan con dolor ese sueño que se roba día a día la cruda realidad ....
    Feliz día Pedro ...el Día mundial de la Poesía no estuvo ausente en tus bellos versos de poeta
    Abrazo con afecto
    Cristina

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  3. Mais um lindo poema, Pedro.
    Parabéns pelas suas ótimas criações!
    E aprendi o que é o vento minuano!
    Obrigada.
    Um abraço

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  4. Tudo, quando somos crianças, têm uma dimensão muito grande, maior do que realmente é. Temos a inocência a nosso favor e ainda não absorvemos nada das oferendas da vida, sejam elas boas ou ruins. Nossa casa era enorme; nossos pais eram super-heróis; nossa professora era o máximo; nossas férias não tinham iguais e nossos amigos eram fiéis demais! E nossos afetos eram gigantescos!
    Crescemos e vimos a dimensão exata das coisas porque aprendemos a arte de comparar. E comparações sempre são um desastre para quem quer, ainda, sonhar...
    Belo poema que dá várias interpretações! A minha é esta!

    Beijinhos, Pedro, da sala daqui do lado!! rs

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  5. Boa tarde Pedro
    Quando crianças temos uma visão alargada de tudo à nossa volta e temos a sensação de que os espaços são gigantescos. Adultos vemos a realidade!
    Mas no nosso coração ficou eternizada a imagem focada pela retina infantil e ao revê-la saudosas lembraram afloraram em seu coração de menino
    Um poema saudosista mas belíssimo! Parabéns!
    Uma boa semana com o meu fraterno abraço

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  6. Le tue parole suonano come una musica nostalgica che riempie il cuore di malinconia. Ti lascio il mio saluto e un abbraccio.

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  7. Boa tarde Pedro Luso.
    Mas um grande poeta que a blogosfera me deu a possibilidade de conhecer, acabo de conhecer o seu espaço, achei a sua poesia intensa, o que me fez relembrar a minha inocência nós tempo de crianças e o meu lar onde cresci. Um lindo dia.
    Abraços.

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  8. Caro Pedro Luso, adorei a elegância do poema, que me parece conter a evocação memórias do passado. Um sentir poético bem alinhado.
    Abraços

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  9. Também tenho uma casa de pedras destas igual a tua.
    Não encontrei a criança que fui
    Mas me encontrei.,

    um grande abraço

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  10. Ritrovare la propria innocenza guardando una vecchia casa...Versi colmi di nostalgia e bellezza interiore.
    Grazie!

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  11. Como entendo este belo poema!...
    Abraço e bom dia!

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  12. OLÁ PEDRO,

    a cada nova poesia você se supera.

    Excelente!

    Lembro sobre postagem nova no nosso blog, HUMOR EM TEXTOS.

    Abração carioca.

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  13. Happy Easter to you, Pedro!
    :)

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  14. Poema belo, que nos remete a saudade. pARABÉNS. gRande Abraço

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  15. Buenos días, paso a decirte que hoy te he presentado a los demás seguidores de mi blog, para ir haciéndonos amigos. Un abrazo

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  16. Muy hermosas tus letras querido amigo, ha sido un placer conocer tu espacio.
    Besos

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  17. Qué bonito poema Pedro! Esa vuelta al hogar, la añoranza del lugar donde nos criamos, las sonrisas, las tristezas, todo un conjunto de emociones que nos hacen sentir aquel niño-a que fuimos y que, a decir verdad, no deberíamos perderlo nunca...llevarlo dentro de nuestra memoria siempre. A veces echamos la vista atrás y nos entra la añoranza porque esa casa grande ahora está vacía por la falta de nuestros mayores que siempre nos recibían en nuestras visitas tras la emancipación.
    Saludos.

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  18. Olá, Pedro. Obrigada pela visita.

    Nunca tiramos do coração a casa da nossa infância. Belo poema, Pedro.
    Um abraço.

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  19. Tienes un bonito blog lleno de buenos poemas, me quedo por aquí, saludos.

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PEDRO LUSO