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22 de dez de 2015

[Conto] PEDRO LUSO – O Rosto da Mulher



     [ESPAÇO DO CONTO]


    O ROSTO DA MULHER
     – PEDRO LUSO DE CARVALHO


O professor Aderbal tinha vida organizada. Lecionava no período da manhã. À tarde voltava para almoçar com a mãe, viúva desde sua infância. Ao longo do percurso, deleitava-se com a vista do rio Guaíba. Morava na mesma casa que nasceu, há quase quarenta anos. A mãe extremosa esperava-o, como sempre fizera ao longo desses anos. Para ela o tempo não havia passado. Era ainda o seu menino.
– Fiz o seu bife com batatas fritas – disse a mãe.
Depois do almoço, Aderbal voltava ao quarto. Acomodado na escrivaninha, preparava a aula do dia seguinte. A satisfação que lhe dava o trabalho era o suficiente para esquecer a mulher que conhecera na livraria, há alguns meses.
Na escola, Aderbal sentiu-se impelido a contar essa sua primeira aventura amorosa a  outro professor, mas declinou da ideia.
– O que poderá pensar de mim?
Os dias foram passando e o professor guardava o segredo. Mas não esquecia a mulher. Sentia-se hipnotizado pelo perfume que ela usava. Lembrava-se ainda da oportunidade perdida. Ela estava ao seu lado na livraria, mas não ousou olhar. Ficou dela apenas o perfume. Os traços do rosto, a boca e os olhos ficariam para a imaginação.
Aderbal fez da visita à livraria, aos sábados, uma religião. Não conhecia o rosto da amada, mas o perfume seria o aviso. Por isso, não perdia a esperança de encontrá-la. Falou da mulher e do perfume ao gerente da livraria. Tornaram-se quase íntimos, e contava com o auxílio desse homem para encontrá-la.
Depois das férias escolares Aderbal encontrou-se com um dos professores da escola e resolveu falar sobre essa história de amor. Falou da mulher e do perfume. Falou do encontro na livraria e do rosto que não viu. E pediu segredo ao colega.
– O segredo fica comigo, não se preocupe.
– O colega sabe como são maldosas as pessoas.
A exótica história do professor Aderbal espalhou-se logo entre professores e alunos. Mais tarde chegou ao conhecimento da diretora, que, ainda incrédula, chamou-o com urgência.  Aderbal chegou assustado.
– Por favor, queira sentar-se.
Aderbal sentou-se. O rosto suado denunciava o seu temor diante da diretora. 
– Quero ouvir do senhor toda a verdade.
Essas palavras desnortearam Aderbal. Num ímpeto contou toda a história. Falou da mulher, do perfume e do rosto que não viu.  Depois ficou calado por algum tempo. O silêncio foi quebrado pela diretora:
– O médico da escola espera pelo senhor.
Aderbal saiu abatido. Dirigiu-se ao consultório do médico, que o esperava. Contou mais uma vez tudo que ocorrera com ele, sem tirar nem por uma única palavra.
– A partir de hoje o senhor terá de tomar alguns remédios.
– Mas, doutor...
– O senhor pode retirar-se – ordenou o médico.
Em menos de um mês o professor Aderbal tomou conhecimento de sua aposentadoria por doença. Aposentadoria que não era esperada, que não a queria. Lecionava há pouco mais de uma década, e ainda tinha muitos anos pela frente. Tinha muito que ensinar e muito que aprender com os alunos.
Agora, longe da escola, Aderbal não sabia como preencher o tempo. Sua vida estava limitada a casa, ao lado da mãe. Saia apenas para ir à livraria, aos sábados pela manhã. Não perdera a esperança de encontrar a mulher do inebriante perfume.
Dois anos haviam se passado. Aderbal permanecia por horas olhando pela janela. Da rua as crianças olhavam o professor com curiosidade. Divertiam-se ao vê-lo agitado através da vidraça. Foi nessa época que Aderbal contou à mãe que havia encontrado a mulher.
– Meu filho, isso não é possível, disse surpresa. Você nunca viu o rosto dessa moça!
A mãe aos poucos foi se acostumando com essa nova fase do filho e procurava ajudá-lo não o contradizendo. Fingia acreditar na existência da mulher do perfume. Apenas se preocupava com os horários dos seus remédios e com sua alimentação. Quanto ao resto, entregava a Deus.
Aderbal já havia se esquecido da escola e dos alunos. Durante o dia aguardava o jantar com ansiedade, para depois retirar-se para o quarto.  Aí esperava a amada. Então ela entrava com uma  nuvem a esconder-lhe o rosto.
– Ajeite-se ao meu lado, querida, que a cama está quentinha...


     *  *  *



39 comentários:

  1. Que neste ano, Deus nos ensine a Paz, e que estejamos todos prontos para ouví-la. Que nossos erros, não sejam o nosso fardo, mas a experiência para decisões melhores. Que a religião, não seja razão para o ódio, mas para a união entre os homens. Que as diferenças, não justifiquem problemas, mas que mostrem soluções diferentes. Que em 2013, a força seja boas palavras, e que as plavras sejam ouvidas sempre. Que o poder não derrube paredes sobre as pessoas, mas que destrua barreiras entre elas. Que possamos sonhar, e repartir calor, carinhos, ideias e experiências... Que seu Novo Ano seja repleto das bençãos de Deus.

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  2. Pedrinho:

    Esse belo conto chamou minha atenção para duas coisas importantes, além da tua criatividade.
    Primeira: o tratamento dispensado pelo médico: esse que teria o dever de tratar uma mente doente, foi um tanto desumano. Absoluta frieza e desinteressado. Aliás, está cheio por aí de profissionais assim.

    A outra situação que chamou minha atenção foi o oposto: o tratamento da mãe que sabia da doença do filho e só quis trazê-lo de volta ao ninho e acariciá-lo. Fez que estava tudo bem.

    Quanto ao Aderbal, senti até um certo carinho pelo personagem, que com delicadeza esperava sua amada, a mulher sem rosto, mas que a reconhecia pelo perfume. Um personagem doente, que sonhava, e que mostra que mesmo com problemas mentais teve a capacidade de amar.

    Gostei desse conto pela profundidade, e pelas situações tristes que vemos na vida.
    Beijinhos!!

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  3. Por onde começar? Esse conto me foi tão perturbador. Precisei lê-lo três vezes e, ainda agora, sinto vontade de fazê-lo. Pois parece uma mulher sem rosto que dispensa ao leitor apenas o perfume, e, de relance, alguma feição, algo de lábio, algo de queixo, algo de cabelos... Mas, por fim, vem o cheiro e turva todo e resto e salta, e o leitor mantém-se numa agonia boa de querer adivinhar que olhos têm esse conto, olhos que ficam por conta da imaginação; creio mesmo que este seja o meu tipo de literatura preferida.

    E, bem, não tenho nem palavras para agradecer sua visita e comentário ao meu modesto blog. E não imagina o quão honrado me senti quando notei que estava seguindo-me por lá. Muito obrigado mesmo.
    Que continuemos a escrever sempre.

    Grande abraço

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  4. La primera pregunta: ¿No es un estado de locura transitoria el enamorarse? Tan extraño es que alguien se enamore de un ser desconocido al que apenas vió. ¿Cuántos años he necesitado para tener una impresión realista del que fue el padre de mis hijos y con el que conviví tantos años? ¿Qué daño le hacía a nadie esa locura sino había ningún otro signo de enfermedad? Me ha gustado mucho este relato. Supongo que cuarenta años de virginidad pueden conducir a una mente a desarrollar un tipo de engaño para hacer soportable tal realidad.

    Le deseo un feliz año 2016 y que le inspiren muchos relatos para poder seguir teniendo el placer de leerlos en su idioma encantador.

    Saludos cordiales. Franziska

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  5. Oi amigo, estou de volta! Que saudades!!!
    Vim lhe desejar uma excelente semana, um feliz natal e um próspero ano novo!!
    Abraços e fique com Deus!!

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  6. Uma história muito bem contada que desde logo prende a nossa atenção. Tratar de um problema de amor ou sonho dele como se fosse uma doença é algo perturbante. Mas a verdade é que essas coisas acontecem. É bom acreditar na magia... Gostei muito.
    Um beijo.

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  7. Boa tarde, Pedro, belíssimo conto. Quantas pessoas já passaram por um estado de demência, ao se apaixonarem?
    Fiquei penalizada por seu personagem, e fiquei à espera de um encontro, mas também sofri por ele. O médico, foi desumano e nunca se apaixonou, pois a loucura ou desordem mental fazem parte da vida de quem um dia deixou- se levar pela aventura. Penso: Será que ele viveu uma realidade ou imaginou ? Nota máxima ao seu conto. Grande abraço!

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  8. Achei a história muito interessante. Seria a solidão, a rotina de sua vida, ou teria ele um problema psicológico?
    O fato é que a história é ótima, parabéns, grande abraço

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  9. Um belo conto meu amigo onde foca muito bem o problema das rotinas.
    E os olhos das mães nunca envelhecem os filhos são sempre meninos.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

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  10. Olá Pedro!
    Antes de mais, não entendo porque geralmente os seus posts não me chegam!...Enfim...:-)

    Sedutora esta escrita que deixa ao leitor uma inevitável reflexão.
    Para a maioria das mães, os filhos continuam a ser sempre os seus meninos, principalmente se eles não saem de casa. O texto deixa a interpretação um pouco em aberto, mas ocorre-me dizer que todo o homem que fica "debaixo da saia da mãe", como este professor, não crescerá nunca, ao ponto de não conseguir virar-se numa livraria para ver o rosto de uma suposta mulher que exala um perfume inebriante. Como diria Eugénio de Andrade; é preciso ir com as aves.
    Poderemos até pensar se não terá sido tudo fruto da sua imaginação...no entanto, mesmo que tivesse sido, a atitude médica é totalmente irresponsável e eliminadora do sujeito. Como se ao impedi-lo de falar, o condenasse para sempre à prisão de uma não vida.
    Foi um prazer ler.
    Feliz Natal para toda a família, e um novo ano com muita saúde!
    xx

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  11. Me cuesta leer y entender el portugués, pero está tan bien escrito, que he podido seguir y entender perfectamente lo que querías expresar.
    Entiendo los sentimientos de ese profesor, yo soy una romántica y seguro que me llegaría a enamorar de unas letras, del sonido de una voz o simplemente de un olor que yo lograría ensalzar como el mejor de los aromas, el único e inigualable.
    El amor no se somete a razones, es un sentimiento que sale alocado del corazón y no admite preguntas, se quiere porque sí, porque esa persona ha despertado en nosotros AMOR.
    Pienso que el amor se cura con amor y no con pastillas.
    Me ha encantado tu relato.
    Aprovecho para desearte una muy FELIZ NAVIDAD en compañía de toda la familia.
    Cariños en el corazón.
    kasioles

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  12. Olá Pedro,

    Que conto fantástico! Além de muito bem escrito, é revelador de sua brilhante imaginação.
    Penso que toda mãe vê um filho como criança. A minha, sempre que se referia a nós, filhas, dizia ..."as meninas...", sendo que uma já era até avó-rsrs.
    Se a paixão do Professor Aderbal não foi produto de sua imaginação, ele foi 'devagar' demais diante de uma mulher que lhe despertou tamanho interesse. E, neste caso, mereceu perdê-la de vista-rs.
    A diretora e o médico, provavelmente, nunca tiveram uma paixão platônica, caso contrário, não se precipitariam em diagnosticar o Professor como um 'desequilibrado', estado que, creio eu, acabou por se tornar realidade em vista da situação em que ele foi colocado, com a precoce aposentadoria. Afinal, cabeça vazia...
    Por outro lado, toda paixão tem um pouco de loucura, mas o Professor Aderbal deu azas demais às suas fantasias. Sonhar e fantasiar é inerente ao ser humano, mas o excesso é mesmo perturbador-rsrs. Talvez, o fato de Aderbal viver a primeira aventura amorosa aos quarenta anos tenha influenciado neste delírio.
    Adorei o conto, que oferece uma leitura envolvente e interessante.

    Bela obra ilustrativa, que representa muito bem "A dor".

    Obrigada por sua atenção, Pedro.
    Gostei imenso de interagir com você e espero que esta interação continue em 2016.

    Para você, Tais e demais familiares, desejo um luminoso e abençoado Nadal, com muita paz e alegria.
    Que 2016 seja farto em conquistas, sucesso, saúde e paz.

    Felizes festas!

    Abraço.

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  13. Uma doença que não existia. Um médico (como a maioria) sem senso de humanidade. Um homem solitário que se apaixona por um perfume... um quadro ilusório no final. Assim resumo, pelo que entendi, seu notável conto.
    Pedro, que você e a Tais tenha um abençoado Natal, em clima de união familiar e muito afeto. E que 2016 proporcione a continuidades dos planos que fazem, rumo às realizações que buscam. Abraço.

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  14. Seus contos prendem a atenção do leitor, Pedro. Mas, como pode, um rapaz ficar dois anos à espera da moça do perfume, com tantas outras dando sopa por aí? Claro, ele já era doente coitado...
    Legal, amigo!
    FELIZ NATAL!!!

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  15. Que maravillosa historia, Pedro. Me ha gustado mucho y me trasmitido un mundo de sensaciones únicas.
    ¡Feliz Navidad!

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  16. ❀✿゚ه
    Olá, amigo!
    Passei para uma visitinha e me surpreendi com esse conto que é intrigante e prende a atenção.
    Esperava uma fantasia e não mais uma manchete de tragédia.
    Acho que a vida se tornou inclemente com a maioria dos professores... mas, espero pelo final do relato.

    Que o menino de Belém traga esperança e muitas alegrias para todos nós!!!

    Bom domingo! Ótima semana!
    Beijinhos.
    ✿˚ه° ·.

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  17. ¡Hola Pedro!!!

    Vaya relato fantástico!!! Bien muy bien contado. El Profesor enfermo de amor en su corazón de fantasías. Hasta puede que uno vea lo que no ve...

    Te deseo unas muy felices fiestas navideñas y un próspero año nuevo. Que este 2016 que ya está llamando a la puerta… Sea más humano, más justo más tolerante; donde rene la comprensión el entendimiento, la paz, la ternura, el amor, el respeto, la cordura, la caridad y la esperanza, en todo el Planeta Tierra.
    Un beso de Luz.

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  18. Passando pra te desejar um feliz natal e um ano novo cheio de saúde, paz, e realizações!

    Um abraço da Marineide,
    http://marciagrega.blogspot.com.br/2015/12/de-que-maneira-voce-colabora-com.html

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  19. Pedro, un gran abrazo con mis mejores deseos para ti y todos tus seres queridos en esta Navidad.

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  20. Como sempre um conto espetacular.
    Aproveito também para desejar um Natal muito Feliz e um Novo Ano recheado de alegrias, saúde, amor, paz e harmonia tudo embrulhadito em felicidade sem fim.
    Um grande abraço
    Maria

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  21. Através de amigoa comuns cheguei até aqui e valeu a pena! Um conto espectacular.
    Feliz Natal.

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  22. Hermoso escrito.
    Te deseo una maravillosa Navidad.
    Un abrazo

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  23. Ola Meu amigo Pedro, hoje passando para lhe desejar Um Natal de toda alegria e paz com sua familia.
    Obrigado pela companhia neste 2015 e vamos nesta sintonia em 2016.
    Eu volto para ler mais esta obra.
    Um abração

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  24. Bom dia Pedro.
    Como dizem a mente pega peças nas pessoas. Entre a loucura e sanidade só existe uma pequena lacuna.Será que foi mesmo alucinação.Como espírita fiquei a imaginar se tratar de uma visão.Quanto ao atendimento mrdico deixou muito a desejar.Enfim um belo conto onde a imaginação tomou asas.Um feliz Natal para vocês.Beijos.


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  25. Oi Pedro,
    Desculpa se errei seu nome, não sei se era meu computador escrevia mas nada via nada.
    Feliz Natal
    Abraços
    Lua Singular

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  26. Pedro, aprecio a literatura, na sua vertente "Short Story" o me permite poder dizer que achei bem conduzido o conto, de modo, a prender o leitor.
    Obrigado, pela nova passagem e apreciação do meu poema.
    Em retribuição, desejo FELIZES FESTAS

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  27. Além de amigos comuns temos áreas profissionais comuns! Há o Direito que nos une. Felizes festas!

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  28. Bom dia Dr Pedro
    Peço desculpa de vir aqui invadir o seu espaço. Gostaria de pedir desculpa se algum dia fui menos correcto para consigo.
    Gostaria também de lhe desejar Boas Festas e um bom ano - 2016.

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  29. Puxa... Fiquei com dó do Aderbal. Vivendo as custas de um sonho que ele nem sabe se é real ou não.
    A imaginação e a sanidade andam de mãos dadas com a loucura.
    Acho que todos nós, em alguma área da nossa vida, também somos um pouco loucos. Talvez em alguma escala de medir loucura, podemos ser mais ou menos loucos. Mas com certeza, um pouquinho nós somos.

    Parabéns pelo conto.
    Gostei muito, tanto que me emocionou a vida do coitado do Aderbal!

    Tenha um 2016 cheio de alegrias, idéias para vários contos, muita leitura boa, e quem sabe... Um pouquinho de loucura, porque isso não faz mal a ninguém!!

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  30. Boa noite Pedro.
    Vim desejar a você e família um maravilhoso 2016. Abraços

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  31. Bom dia Pedro, gostei muito de passear pelas tuas letras.
    Beijo carinhoso

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  32. Boa tarde, Pedro, voltei para lhe desejar um santo e feliz Natal, junto à sua família!Que 2016 seja do jeitinho que você deseja, grande abraço!

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  33. Espero que tenha sido para vocês um natal feliz!
    Deixo desde já os votos de um excelente 2016!
    Abraço

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  34. Lá fora pode haver chuva, vento, pode-se desencadear uma tempestade, relâmpagos e trovões, mas no teu coração sempre brilhará um novo ano. Saudações!
    Que 2016 seja um ano de muita alegria e felicidade em todos os teus 365 dias, 8760 horas, 525600 minutos, 31536000 segundos. Que seja um ano cheio de vida, paz, amor e um pouco de loucura!

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  35. Oi amigo, vim lhe desejar um próspero ano novo, abraços!!

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  36. Olá Pedro
    Mais um conto muito bonito..:-)
    Espero que o teu Natal tenha sido cheio de Luz, Paz e Amor.
    Que 2016 te traga tudo o que houver de melhor.
    Um Beijinho e Feliz Ano Novo.
    Teresa

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  37. Olá, Pedro
    Um conto muito interessante, que pode ser analisado sob várias vertentes, e onde sobressai o "Amor" e a falta do mesmo - a directora e o médico revelam uma grande desumanidade, que reflecte ausência desse nobre sentimento.


    Com um "obrigada" pelas palavras de carinho e estímulo, desejo que o Novo Ano lhe traga dias muito felizes, para usufruir junto de toda a família.

    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

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  38. Paixões platónicas, quem as não teve...
    Excelente conto, na forma e no conteúdo.
    Pedro, gostei imenso de conviver contigo durante o ano que agora acaba.
    Caro amigo, desejo-te um FELIZ ANO NOVO, tal como à tua família e aos que te são mais queridos.
    Abraço.

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  39. Olá Pedro.

    Muito interessante o conto com fatos muito reais. Gostei muito.

    Um feliz 2016 com tudo de bom pra você.
    Paz e luz sempre.
    Bjs

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PEDRO LUSO