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25 de fev de 2015

[Poesia] PEDRO LUSO – A inútil espera






A INÚTIL ESPERA
– PEDRO LUSO DE CARVALHO




Na longa espera dói-me o peito
ferido por tantas esperas
em meio às fotografias
amareladas
do velho álbum
sobre a escrivaninha.

Pressenti na inútil espera
a ruptura dos elos
vidas perdidas
com sonhos tantos
acalentados
encanto e desencanto.

Naquela tarde quase noite
me vi no vidro da janela
refletido
a dor refletida no espelho.


Vi lá fora a silhueta da mulher
na densa névoa
fazia-me acenos de despedida –
ausência e lembrança eternizavam-se.




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PEDRO LUSO