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25 de fev de 2015

[Poesia] PEDRO LUSO – A Inútil Espera




A INÚTIL ESPERA
– PEDRO LUSO DE CARVALHO


Corrói-me a dolorida espera
em meio a fotografias 
amareladas do velho álbum, 
sobre a escrivaninha.

Na passagem do tempo, o vácuo
– entorpecimento da mente.
Abraços ternos não mais eram
que escárnios e torpezas.

Estava por romperem-se os elos
da corrente, que nos prendia,
corroída pelo tempo – cinzas, 
antes brasas ardentes.

Naquela tarde, quase noite, avistei
a silhueta da mulher na densa névoa
– fazia-me acenos de despedida –
ausência e lembrança eternizavam-se.



   *  *  *


11 comentários:

  1. E foi-se o amor!! É como se fosse um corpo sem vida que necessitasse de um rumo. De um funeral. Que fique quietinho na lembrança, apesar de ter virado cinzas e acenado pela última vez, de longe, na bruma da tarde.
    Triste como tudo que acaba, mas não menos belo como tudo que começa!
    Assim são os poetas, fazem da tristeza belos poemas.

    Beijinhos da sala ao lado!!

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  2. Pois é.
    A mulher do teu poema foi embora.
    Mas veio a poesia.
    Para o poeta, é o que importa.

    abraço

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  3. UN POEMA QUE ENTRISTECE.
    ABRAZOS

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  4. ES TRISTE!!!!
    LOS RECUERDOS LLENAN LA MENTE DE TRISTEZA!!!
    SALUDITOS

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  5. Boa noite, Pedro
    seus escritos são belos.
    Seu poema se denomina como a" A inútil espera", mesmo sendo inútil ela nos faz bem. O bom é que temos alguém para esperar. O álbum de fotografias que todos guardamos, nos mostra o quanto temos para recordar e o quanto valeu a espera. E, é sempre assim ausência e lembrança se misturam e nos dão a saudade. Abraços à garota ao lado.....

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  6. Meu amigo eu adorei esta sua poesia.
    É um gosto vir ao seu blogue meu amigo pela sua
    enorme qualidade.
    Um abraço
    Irene Alves

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  7. Prezado Pedro! Passando para agradecer a tua visita e amável comentário. assim como apreciar este belo poema, com ênfase para a estrofe abaixo;

    Estava por romperem-se os elos
    da corrente, que nos prendia,
    corroída pelo tempo – cinzas,
    antes brasas ardentes.

    Abraços,

    Furtado.

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  8. Olá, Pedro!
    Quanta sensibilidade! Ia repetir aqui a última estrofe de sua linda poesia, mas percebi que no comentário acima foi repetida. É primorosa! Parabéns, Amigo, e obrigada por sua constante presença com seus estimulantes comentários. Bjs

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  9. la tristeza también viene con nosotros, es más difícil para mi dejar una maravillosa poesía con una profundidad que me inunda en recuerdos, reflexiones y al final un buen sabor
    !te felicito!

    Besos muchos

    tRamos

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  10. A tristeza assola o coração numa espera não mais se concretizará.
    Mesmo povoado pela tristeza há a grandeza nos teus belos versos Pedro
    Um bom dia para você
    Um abraço

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  11. A pesar de la tristeza, el poema transmite belleza.
    Saludos

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PEDRO LUSO